Bases conceituais e metodológicas da micro-história italiana na perspectiva de Carlo Ginzburg, Edoardo Grendi e Giovanni Levi
DOI:
https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1220Palabras clave:
Microhistoria, Método indiciário, Carlo Ginzburg, Edoardo Grendi, Giovanni LeviResumen
En el campo de la Historia Social y Cultural, la microhistoria surgió en la década de 1970 como un enfoque historiográfico destinado a superar las limitaciones de la historiografía tradicional. Este texto examina los fundamentos teóricos y conceptuales de la microhistoria italiana y está estructurado como una Revisión Sistemática de la Literatura de carácter discursivo. La búsqueda bibliográfica se llevó a cabo mediante la consulta de libros, artículos y capítulos de obras disponibles en bases de datos científicas reconocidas, como Scielo, Capes Journals y Google Scholar. Se seleccionaron materiales relacionados con la microhistoria, priorizando textos de autores italianos e investigaciones que analizan su aplicación en diferentes contextos historiográficos. Los criterios de selección consideraron la pertinencia teórica, la actualidad de las publicaciones y la relevancia para el debate conceptual. El análisis consistió en una lectura crítica y en la organización de las ideas, con el objetivo de identificar puntos de convergencia y divergencia entre los investigadores, así como de trazar las principales contribuciones metodológicas. Este estudio buscó elaborar una síntesis que permita comprender los fundamentos de la microhistoria, destacando su trayectoria e impacto en la historiografía contemporánea. La microhistoria se centra en las experiencias cotidianas, los contextos locales y los sujetos históricamente marginados, reconociendo las limitaciones impuestas por la fragmentación de las fuentes y la complejidad del pasado. Basándose en el método indiciario, la microhistoria prioriza los rastros sutiles como reveladores de dinámicas sociales ocultas que las grandes narrativas no logran captar. Al incorporar fuentes alternativas y nuevas perspectivas sobre los fenómenos históricos, la microhistoria no rechaza los análisis macrosociales, sino que los complementa, demostrando que los detalles iluminan estructuras más amplias. La mayor contribución de la microhistoria a la historiografía reside en su capacidad de revelar lo invisible mediante la integración del microanálisis y el macroanálisis.
Descargas
Citas
ALVES, Jéssica Santana de Assis. Possibilidades no estudo de indivíduos: a micro-história como aparato para analisar trajetórias. Temporalidades, Belo Horizonte, edição 29, v. 11, n. 2, p. 31-49, jan./abr. 2019. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/article/view/12670/10009. Acesso em: 14 ago. 2025.
CAMPOS, Paulo Fernando de Souza. Microanálise: interdisciplinaridade e teoria da história. Revista de Teoria da História, Goiânia, v. 19, n. 1, p. 227-245, junho/2018. Disponível em: https://revistas.ufg.br/teoria/article/view/53775. Acesso em: 02 ago. 2025.
CASTRO, Hebe. História Social. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. (Orgs.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. 5. ed. Rio de Janeiro: Campus; 1997. p. 76-96.
COLLINGWOOD, Robin George. The idea of history. Oxford: Oxford University Press; 1946.
COSTA, Júlio Resende; SANTOS, Sônia Maria dos. A micro-história italiana: contribuições da microanálise para a história oral de vida. Revista de Gestão e Secretariado, São José dos Pinhais, v. 15, n. 11, p. 01-17, 2024. Disponível em: https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/4498. Acesso em: 15 dez. 2025.
GINZBURG, Carlo. A micro-história e outros ensaios. Lisboa: Difel Difusão Editorial; 1989.
GINZBURG, Carlo. O fio e os rastros: verdadeiro, falso, fictício. São Paulo: Companhia das Letras; 2007.
GRENDI, Edoardo. Microanálise e história social. In: OLIVEIRA, Mônica Ribeiro de; ALMEIDA, Carla Maria Carvalho de. (Orgs.). Exercícios de micro-história. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2009a. p. 19-38.
GRENDI, Edoardo. Paradoxos da história contemporânea. In: OLIVEIRA, Mônica Ribeiro de; ALMEIDA, Carla Maria Carvalho de. (Orgs.). Exercícios de micro-história. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV; 2009b. p. 39-49.
GRENDI, Edoardo. Repensar a micro-história? In: REVEL, Jacques. (Org.). Jogos de escalas: a experiência da microanálise. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas; 1998. p. 251-264.
JENKINS, Keith. A História repensada. São Paulo: Contexto; 2001.
KARSBURG, Alexandre. A micro-história e o método da microanálise na construção de trajetórias. In: VENDRAME, Maíra Ines; KARSBURG, Alexandre; WEBER, Beatriz; FARINATTI, Luis Augusto. (Orgs.). Micro-história, trajetórias e imigração. São Leopoldo: Oikos; 2015. p. 32-52.
KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. Tradução Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. São Paulo: Perspectiva, 2003, 324 .
LANZI, Luigi Antonio. Storia pittorica della Italia del risorgimento delle belle arti fin presso al fine del XVIII secolo. Florença: 1792.
LEVI, Giovanni. Micro-história e história da imigração. In: VENDRAME, Maíra Ines; KARSBURG, Alexandre; WEBER, Beatriz; FARINATTI, Luis Augusto. (Orgs.). Micro-história, trajetórias e imigração. São Leopoldo: Oikos; 2015. p. 246-261.
LEVI, Giovanni. Prefácio. In: OLIVEIRA, Mônica Ribeiro de; ALMEIDA, Carla Maria Carvalho de. (Orgs.). Exercícios de micro-história. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV; 2009. p. 11-16.
LEVI, Giovanni. Sobre a micro-história. In: BURKE, Peter (Org.). A escrita da
história: novas perspectivas. São Paulo: Editora da UNESP, 1992. pp. 142-148.
LIMA, Henrique Espada. Micro-história. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. (Orgs.). Novos domínios da história. Rio de Janeiro: Elsevier; 2012. p. 207-223.
MARX, Karl. O 18 Brumário de Luís Bonaparte. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 1986.
PATTON, Michael Quinn. Qualitative research and evaluation methods. 3. ed. Sage Publication: 2002, USA.
REVEL, Jacques. Microanálise e construção do social. In: REVEL, Jacques (Org.). Jogos de escala: a experiência da microanálise. 1. ed. Rio de Janeiro: FGV; 1998. p. 15-38.
ROIZ, Diogo da Silva. A micro-história e a sua história. Revista de Ciências Humanas, Florianópolis, v. 44, n. 2, p. 549-551, outubro/2010. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/view/2178-4582.2010v44n2p549/20924. Acesso em: 10 ago. 2025.
SANDELOWSKI, Margarete. Sample size in qualitative research. Res Nurs Health, v. 18, n. 2, p. 179-183, apr./1995.
SARMENTO, Hugo; SAAVEDRA, Néstor Ordoñez; ROSADO, António. Revisão Sistemática da Literatura. Mossoró: Edições UERN, 2024. 92 p
VAINFAS, Ronaldo. Os protagonistas anônimos da história: micro-história. Rio de Janeiro: Campus; 2002.
ZORZAL, Gabriela. Paradigma indiciário e o campo do jornalismo: possíveis aproximações. Revista Sinais, Vitória, n. 15, p. 75-88, junho/2014. Disponível em: Disponível em: https://periodicos.ufes.br/sinais/article/view/8598/0. Acesso em: 27 jul. 2025.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Devir Educação

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
A reprodução, total ou parcial, dos artigos aqui publicados fica sujeita à expressa menção da procedência de sua publicação, citando-se a edição e data dessa publicação. Para efeitos legais, deve ser consignada a fonte de publicação original.
