Territórios de esperança: usos da memória, elaborações de narrativas e a construção do território como patrimônio cultural
DOI:
https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1221Palavras-chave:
patrimônio cultural, território, memória, polícas públicasResumo
Este pequeno artigo, na realidade um ensaio, uma vez que não se trata do produto de uma pesquisa, mas da tentativa de pensar sobre categorias de análise e a construção de políticas públicas, é o resultado das reflexões de dois encontros acadêmicos na cidade de Ouro Preto em setembro de 2024 e março de 2025. Aqui, o território, pensado como uma categoria de análise, é visto como um local de convergência entre as diferentes naturezas e a variedade de culturas locais. O território, portanto, não é o palco da história, da cultura ou da vida ativa das populações, antes é o local onde naturezas e culturas se encontram. O patrimônio é pensado como uma herança construída a partir de usos da memória e construções narrativas enquadradas de acordo com os grupos sociais locais e objeto potencial de políticas públicas. A memória cultural, as noções de pertencimento e a necessidade de reconhecimento por parte da miríade de grupos sociais são vistas como categorias operativas. O ensaio se divide em três partes: na primeira procura-se compreender o que é e qual a importância do patrimônio cultural; na segunda busca-se entender o papel do patrimônio em um novo regime de historicidade; na terceira, o objetivo é discutir sobre o território ou os territórios como objeto de patrimonialização.
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