La inercia del monoculturalismo: la formación docente en derecho y la paradoja de la constitución de 1988
DOI:
https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1246Palabras clave:
Formación docente, Derecho, Monoculturalismo, Pedagogía crítica, MulticulturalismoResumen
El presente artículo analiza una paradoja central en la enseñanza jurídica brasileña. La Constitución Federal de 1988 inauguró un marco jurídico pluralista, multicultural y garantista. No obstante, transcurridas más de tres décadas, la práctica pedagógica en los cursos de Derecho permanece vinculada a una lógica monocultural y bacharelesca. La hipótesis central sostiene que la persistencia de este escenario radica en el “punto ciego” del sistema: la formación del profesor de Derecho, que reproduce un legado pedagógico anterior a 1988. Se analiza cómo la ausencia de saberes pedagógicos y multiculturales en la formación docente perpetúa el epistemicidio, conforme lo teorizado por Marés (2003) y Carneiro (2005). Se concluye proponiendo una nueva configuración epistemológico-pedagógica orientada por una Pedagogía Crítica Multiculturalista, mediada por las nuevas tecnologías, como condición necesaria para superar el modelo de enseñanza vigente.
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