Mapeamento da produção científica brasileira sobre o bem-estar docente
DOI:
https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1158Palavras-chave:
Bem-estar docente, Mapeamento na pesquisa educacional, Profissão docenteResumo
Este artigo objetivou analisar o cenário da produção científica brasileira sobre o bem-estar docente, a partir de teses e dissertações disponíveis nos repositórios da CAPES e da BDTD. A fundamentação teórica apoia-se na psicologia positiva, especialmente nos estudos de Diener (2000) e Jesus (2004), que compreendem o bem-estar docente como avaliação subjetiva positiva da vida e da prática profissional, mediada por estratégias de enfrentamento, resiliência e motivação. Professores realizados profissionalmente impactam diretamente a qualidade da aprendizagem dos alunos (Rausch; Dubiella, 2013), o que torna essa temática essencial para a promoção de uma educação de qualidade. Metodologicamente, trata-se de um estudo exploratório-descritivo, fundamentado na perspectiva do mapeamento horizontal. A busca considerou trabalhos publicados entre 2006 e 2023 que apresentassem o termo “bem-estar docente” em seus títulos. Os resultados apontam uma produção científica restrita, concentrada nas regiões Sul e Centro-Oeste, com predominância de programas de pós-graduação em Educação. Foram identificadas 20 teses e 30 dissertações, orientadas majoritariamente por poucos pesquisadores, revelando núcleos pontuais de estudo. Observou-se, ainda, a ausência de produções vinculadas ao ensino de Ciências e Matemática, evidenciando lacunas a serem exploradas. Conclui-se que há recorrências e vacâncias nas pesquisas, especialmente no que se refere ao bem-estar de professores de Matemática, área pouco contemplada nas produções analisadas. Evidencia-se, assim, a necessidade de ampliar e diversificar as investigações acerca da temática, considerando diferentes contextos e áreas do conhecimento.
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