Entre representación y resistencia: el protagonismo negro en la literatura infantil contemporánea y la construcción de identidades afirmativas
DOI:
https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1196Palabras clave:
Literatura infantil; Letramiento racial; Protagonismo negroResumen
¿Cómo puede la literatura infantil contribuir a que las niñas y los niños negros se reconozcan con orgullo, belleza y sentido de pertenencia en los libros que leen? ¿Qué prácticas de lectura y mediaciones literarias resultan adecuadas para que las infancias negras se vean representadas en dicha literatura? A partir de la lectura y el análisis interpretativo de las obras Amoras (2018), de Emicida, y O Pequeno Príncipe Preto (2020), de Rodrigo França, se identifica la manera en que el protagonismo negro viene configurándose en la literatura infantil contemporánea, favoreciendo el desarrollo del letramiento racial desde la primera infancia. Con un enfoque cualitativo y analítico-interpretativo, esta investigación articula aportes teóricos de autoras como Bell Hooks (2017), Neusa Santos Souza (2021), Nilma Lino Gomes (2011, 2012), Eliane Debus (2007, 2013) y Lia Vainer Schucman (2012), quienes conciben la identidad, la infancia y la educación como campos de disputa simbólica y política. Los análisis consideran elementos como el lenguaje, la estructura narrativa y las ilustraciones, y proponen posibilidades pedagógicas para el uso de las obras en el ámbito escolar, en consonancia con la Ley 10.639/03. Se concluye que las narrativas plurales con protagonistas negros contribuyen a romper con el “riesgo de la historia única”, según la formulación de la escritora nigeriana Chimamanda Adichie (2019), y promueven la construcción de un imaginario social más justo, en el cual todas las infancias puedan reconocerse y afirmarse en el mundo con dignidad y orgullo.
Descargas
Citas
ADICHIE, Chimamanda. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
ANGELOU, Maya. Eu sei por que o pássaro canta na gaiola. São Paulo: Astral Cultural, 2018.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 [...] para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 10 jan. 2003.
BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 11 mar. 2008.
BRASIL. Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 30 ago. 2012.
BRASIL. Lei nº 12.990, de 9 de junho de 2014. Reserva aos negros 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos... Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 10 jun. 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018 . Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 20 de jun. de 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Disponível em: https://portal.mec.gov.br/busca-geral/318-programas-e-acoes-1921564125/pnld-439702797/12391-pnld. Acesso em: 22 jun. 2025.
CARVALHO, Ana Carolina; BAROUKH, Josca Ailine. Ler antes de saber ler: oito mitos escolares sobre a leitura literária. São Paulo: Panda Educação, 2018.
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 6. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011. p. 169–191.
COLETIVO IABAS. Instagram: @coletivoiabas. Disponível em: https://www.instagram.com/coletivoiabas. Acesso em: 22 jun. 2025.
CORRÊA, Hércules Tolêdo. Qualidade estética em obras para crianças. In: PAIVA, A.; SOARES, M. (orgs.). Literatura Infantil: políticas e concepções. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. p. 91-109.
CUTI, Luiz Silva. Literatura negro-brasileira. São Paulo: Selo Negro Edições, 2010.
DALCASTAGNÈ, Regina. Quem é e sobre o que escreve o autor brasileiro. [Entrevista concedida a] Amanda Massuela. Revista Cult, São Paulo, 2018. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/quem-e-e-sobre-o-que-escreve-o-autor-brasileiro/. Acesso em: 08 jun. 2025.
DEBUS, Eliane S. D. A representação do negro na literatura para crianças e jovens: negação ou construção de uma identidade? In: AZEVEDO, Fernando (Coord.). Imaginário, identidades e margens: estudos em torno da literatura infanto-juvenil. Gaia, Po: Gailivro, 2007.
DEBUS, Eliane. A temática da cultura africana e afro-brasileira na literatura infantil de Júlio Emílio Braz. Texto publicado no livro Tecendo literatura: entre vozes e leituras. Universidade Federal de Santa Catarina / UFSC. 2013.
EMICIDA. Amoras. Ilustrações de Aldo Fabrini. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2018.
EMICIDA. Emicida - Livro "Amoras" - Versão Animada. YouTube, 2018. Vídeo (59s). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Avt7s8XgDjs. Acesso em: 22 jun. 2025.
FRANÇA, Rodrigo. O Pequeno Príncipe Preto. Ilustrações de Juliana Barbosa Pereira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2020.
FRANÇA, Rodrigo. O Pequeno Príncipe Preto para pequenos. Ilustrações de Juliana Barbosa Pereira. São Paulo: Nova Fronteira, 2021.
FRANÇA, Rodrigo. O Pequeno Príncipe Preto para pequenos. YouTube, 2021. Vídeo (2min32s). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=46q1DKJTDLM. Acesso em: 22 jun. 2025.
GOMES, Nilma Lino. Relações étnico-raciais, educação e descolonização dos currículos. Currículo sem Fronteiras, v.12, n.1, pp. 98-109. 2012.
GOMES, Nilma Lino. Diversidade étnico-racial, inclusão e equidade na educação brasileira: desafios, políticas e práticas. RBPAE – v.27, n.1, p. 109-121, jan./abr. 2011.
GOUVÊA, Maria Cristina Soares de. Imagens do negro na literatura infantil brasileira: análise historiográfica. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.31, n.1, p. 77-89, jan./abr. 2005.
HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. Sandra Regina Goulart Almeida. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.
LOBATO, Monteiro. Histórias de Tia Nastácia. São Paulo: Ed. Nacional, 1937.
LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. São Paulo: Ed. Nacional, 1931.
MACHADO, Ana Maria. Menina bonita do laço de fita. Ilustrações de Claudius. São Paulo: Melhoramentos, 1986.
PRETINHAS LEITORAS. Instagram: @pretinhasleitoras. Disponível em: https://www.instagram.com/pretinhasleitoras/. Acesso em: 22 jun. 2025.
PROJETO HISTÓRIAS NÃO CONTADAS. Instagram: @projetohnc. Disponível em: https://www.instagram.com/projetohnc/. Acesso em: 22 jun. 2025
RIBEIRO, Djamila. Entrevista: Djamila Ribeiro e “O olho mais azul”. Blog TAG Livros, 2021. Disponível em: https://www.taglivros.com/blog/entrevista-djamila-ribeiro-tag-livros/. Acesso em: 13 jun. 2025.
RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Coleção Feminismos Plurais. Belo Horizonte: Letramento, 2017.
SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro: ou as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. 1. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.
TOLENTINO, Luana. Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2014.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Devir Educação

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
A reprodução, total ou parcial, dos artigos aqui publicados fica sujeita à expressa menção da procedência de sua publicação, citando-se a edição e data dessa publicação. Para efeitos legais, deve ser consignada a fonte de publicação original.
