La máquina sabe escuchar? Inteligencia artificial, escucha pedagógica e (in)visibilidades en la educación insular
DOI:
https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1070Palabras clave:
Inteligencia artificial, Escucha pedagógica, Educación insular, Invisibilidades, Cultura digitalResumen
La expansión acelerada de la inteligencia artificial generativa ha reconfigurado los modos de enseñar, aprender e investigar. Sin embargo, en territorios insulares y periféricos como comunidades caiçaras del litoral de Paraná (Brasil) su presencia plantea cuestiones ético-pedagógicas que van más allá de la innovación. Este artículo interroga los límites de la escucha algorítmica a partir de una provocación: ¿puede la máquina escuchar? Se desarrolla un análisis crítico de las (in)visibilidades asociadas al uso de la IA generativa en contextos de baja conectividad y fuerte arraigo cultural, donde la escucha pedagógica adquiere rasgos de resistencia y pertenencia. Con un enfoque cualitativo (cartografía social y pedagogía de la escucha), se realizó trabajo de campo en el Colégio Estadual do Campo Ilha Rasa (Guaraqueçaba-PR) en mayo de 2025, mediante una rueda de conversación grabada con docentes, estudiantes y equipo escolar. Los resultados indican que: (i) la conectividad irregular y la infraestructura limitada condicionan el uso pedagógico de la IA, ampliando asimetrías; (ii) docentes y estudiantes activan estrategias híbridas para sostener prácticas situadas; y (iii) cuando están disponibles, las herramientas de IA tienden a operar con baja sensibilidad a referencias territoriales, elevando riesgos de homogeneización y borramiento de saberes locales. Se concluye defendiendo una gobernanza crítica de la IA en la educación, orientada por el diálogo con los territorios y la centralidad de la escucha pedagógica.
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