A inércia do monoculturalismo: a formação docente em direito e o paradoxo da constituição de 1988

Autores

  • Julia Domingues de Brito Centro Universitário Internacional UNINTER
  • Joana Paulin Romanowski Centro Universitário Internacional UNINTER
  • André Luiz Moscaleski Cavazzani Centro Universitário Internacional UNINTER

DOI:

https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1246

Palavras-chave:

Formação docente, Direito, Monoculturalismo, Pedagogia crítica, Multiculturalismo

Resumo

O presente artigo analisa um paradoxo central no ensino jurídico brasileiro. A Constituição Federal de 1988 inaugurou um marco jurídico pluralista, multicultural e garantista. Contudo, passadas mais de três décadas, a prática pedagógica nos cursos de Direito permanece atrelada a uma lógica monocultural e bacharelesca. A hipótese central sustenta que a persistência desse cenário reside no "ponto cego" do sistema: a formação do professor de Direito, que reproduz um legado pedagógico pré-1988. O objetivo deste artigo é analisar de que modo essa formação histórica estrutura práticas docentes marcadas pelo formalismo e pelo eurocentrismo, produzindo processos de epistemicídio, bem como indicar possibilidades de reconfiguração a partir da Pedagogia Crítica Multiculturalista. Analisa-se como a ausência de saberes pedagógicos e multiculturais na formação docente perpetua o epistemicídio, conforme teorizado por Marés (2003) e Carneiro (2005). Conclui-se propondo uma nova configuração epistemológica-pedagógica orientada por uma de Pedagogia Crítica Multiculturalista, mediada pelas novas tecnologias, como condição necessária para a superação do modelo de ensino vigente.

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Biografia do Autor

Julia Domingues de Brito, Centro Universitário Internacional UNINTER

Doutoranda em Educação e Novas Tecnologias - UNINTER. Mestre em Gestão e Desenvolvimento pelo Centro Universitário do Sul de Minas - UNIS. Graduada em Direito pela Faculdade Três Pontas - FATEPS, Grupo Unis (2016) e Licenciada em Historia pelo IPEMIG (2024). Especialista em Direito Administrativo (2017), Metodologias Ativas (2020), Direito Educacional (2023) e Direito Digital (2023). Atualmente é coordenadora dos cursos de Direito do Grupo Unis: Centro Universitário do Sul de Minas e Faculdade Três Pontas.

Joana Paulin Romanowski, Centro Universitário Internacional UNINTER

Doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2002), mestrado em Educação, especialização em Alfabetização, graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Paraná. Atualmente é professor do Centro Universitário Internacional UNINTER no Programa de Pós-Graduação em Educação e Novas Tecnologias -PPGENT, Mestrado e Doutorado. Editora da Revista Intersaberes- UNINTER; Lider do Grupo de Pesquisa Educação, Tecnologia e Sociedade, Membro do Grupo de Pesquisa Práxis Educativa - Dimensões e Processos, com projetos de pesquisa financiados pelo CNPq. Membro do Comitê de Ética Uninter. Membro da Rede de Pesquisa da ISATT - International Study Association onTeacher and Teaching - Coordenadora do Grupo Brasil.

André Luiz Moscaleski Cavazzani, Centro Universitário Internacional UNINTER

Doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (2013) com estágio na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Atualmente é professor titular do Centro Universitário Internacional Uninter. 

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Publicado

2026-05-25

Como Citar

Domingues de Brito, J., Romanowski, J. P., & Moscaleski Cavazzani, A. L. (2026). A inércia do monoculturalismo: a formação docente em direito e o paradoxo da constituição de 1988. Devir Educação, 10(1), e-1246. https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1246

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