Inteligência artificial, amanualidade e a consciência crítica: reflexões sobre o processo ensino-aprendizagem
DOI:
https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1171Palavras-chave:
Inteligência artificial, Amanualidade, Consciência crítica, Práxis, Ensino-aprendizagemResumo
Este ensaio levanta a problemática do uso de Inteligência Artificial (IA) no contexto da docência que se pretende reflexiva. Entendemos que o pensamento crítico sobre o tema precisa partir do questionamento de dever ou não usar a ferramenta, antes de decidir pelo como e quando usá-la. Abordamos a IA de forma analítica sob os conceitos de amanualidade e consciência segundo Vieira Pinto e a fenomenologia existencialista. Chegamos à conclusão que, para defini-lo de forma mais adequada, é preciso chamá-lo de Modelo de Linguagem (ML). Em seguida, refletimos sobre os impactos dos ML na sociedade e no cotidiano docente, embasando-nos no conceito de simulacro de Baudrillard e em um estudo sobre dívida cognitiva em produção de textos dissertativos causada pelo uso de ML. Por fim, abordamos o conceito de práxis segundo Freire e suas possíveis relações com tais tecnologias. O texto conclui levantando a hipótese de que é preciso garantir a práxis enquanto ação e reflexão, bem como a experiência vivida, evitando o uso de ML caso este a prejudique.
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