Narrativas infantiles e inteligencia artificial generativa: desafíos éticos y pedagógicos en la representación de género

Autores/as

  • Andrea Ines Goldschmidt Goldschmidt Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
  • Fernando José Fraga Azevedo Universidade do Minho

DOI:

https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1140

Palabras clave:

Literatura infantil, Estereotipos, Mediación pedagógica, Educación crítica

Resumen

El avance de la inteligencia artificial generativa (IAG) ha generado profundos cambios en el ámbito educativo, a la vez que plantea interrogantes éticos y pedagógicos, especialmente en la producción de historias dirigidas a la infancia. Este estudio analizó críticamente cómo la IAG contribuye a la creación de literatura infantil, con especial atención a la reproducción o la subversión de estereotipos de género. La investigación adoptó un enfoque cualitativo exploratorio, utilizando el análisis de contenido para examinar narrativas producidas por seis chatbots (ChatGPT, Gemini Google, Jasper, Perplexity, Gamma.app y Story Spark). Cada chatbot recibió tres indicaciones estandarizadas, generando un total de dieciocho narrativas de aventuras centradas en actividades científicas con insectos. Los resultados revelan que la IAG puede crear historias que tanto refuerzan como cuestionan estereotipos, dependiendo del chatbot y la indicación utilizada. Destaca la presencia constante de niños y niñas protagonistas, involucrados en investigaciones, recopilación de datos y registro científico, lo que promueve la participación activa y el intercambio de conocimientos. Sin embargo, no todas las herramientas presentaban equilibrio de género y algunas perpetuaban estereotipos tradicionales sobre los científicos. Los resultados subrayan la necesidad de la mediación docente y familiar, fomentando la reflexión crítica sobre la diversidad, la representación y los roles de género en las narrativas.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Andrea Ines Goldschmidt Goldschmidt, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

Doutora em Educação em Ciências, Coordenadora do Laboratório de Ciência, Docente no Programa de Pos Graduação Educação em Ciências, Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas, Universidade Federal de Santa Maria. 

Fernando José Fraga Azevedo, Universidade do Minho

Professor Associado com Agregação do Instituto de Educação da Universidade do Minho (Braga, Portugal), onde é o responsável pela regência de unidades curriculares de graduação e de pós-graduação nas áreas da Didática da Língua Portuguesa e da Formação de Leitores. É atualmente vice-presidente do Instituto de Educação da Universidade do Minho, com os cargos da Qualidade, Investigação e Internacionalização, tendo sido diretor do Programa Doutoral em Estudos da Criança entre 2019 e 2024. Na vertente de interação com a sociedade, é o responsável científico do Plano Local de Leitura de Braga e do Plano Local de Leitura de Guimarães. Possui o título de Doutor em Ciências da Literatura. É membro do Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC). Integra o Observatório de Literatura Infanto-Juvenil (OBLIJ). Pertence à Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura. Possui obras publicadas nos domínios da hermenêutica textual, literatura infantil e formação de leitores.

 

Citas

AZEVEDO, F.; FERREIRA-BOO, C.; RODRÍGUEZ, M. N. Narrativas não sexistas para la infancia e inteligencia artificial. La Palabra, v. 48, e17881, 2024. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=9977979 Acesso em: 25 out. 2025

BARROS, M. I. A. Desemparedamento da infância: a escola como lugar de encontro com a natureza. 2. ed. Rio de Janeiro: Criança e Natureza, Alana, 2018. Disponível em: https://criancaenatureza.org.br/wp-content/uploads/2018/08/Desemparedamento_infancia.pdf Acesso em: 02 out. 2025

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Tradução de L. A. Reto e A. Pinheiro. Edições 70, 2016.

BREUNIG, E.; GOLDSCHMIDT, A. I. Concepções sobre o lobo nos contos infantis: a visão do lobo interfere na alfabetização científica nos anos iniciais? Revista Humanidades e Inovação, v. 8, n. 33, p. 156–175, 2021. Disponível em: https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/3866 Acesso em: 02 out. 2025

CASEY, K.; NOVICK, K.; LOURENÇO, S. F. Sixty years of gender representation in children's books: conditions associated with overrepresentation of male versus female protagonists. PLoS One, v. 16, n. 12, e0260566, 2021. Disponível em: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0260566 Acesso em: 02 out. 2025

COYNE, S. M.; LINDER, J. R.; RASMUSSEN, E. E.; NELSON, D. A.; BIRKBECK, V. Pretty as a princess: longitudinal effects of engagement with Disney princesses on gender stereotypes, body esteem, and prosocial behavior in children. Child Development, v. 87, n. 6, p. 1909–1925, 2016. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27315773/ Acesso em: 02 out. 2025

FIGUEIREDO, L. DE O., ZEM LOPES, A. M., VALIDORIO, V. C., & MUSSIO, S. C. Desafios e impactos do uso da Inteligência Artificial na educação. Educação On-Line, v. 18, n.44, e18234408, 2023. Disponível em: https://educacaoonline.edu.puc-rio.br/index.php/eduonline/article/view/1506 Acesso em: 02 out. 2025

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2017.

GOLDSCHMIDT, A. I.; IZIDORIO, L.; RODRIGUES, B. Contato de crianças com a natureza e a importância da formação inicial dos professores. Revista Ensin@ UFMS, v. 5, n. 9, p. 262–277, 31 dez. 2024. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/anacptl/article/view/21568. Acesso em: 25 out. 2025

HAMILTON, M.; ANDERSON, D.; BROADDUS, M.; YOUNG, K. Gender stereotyping and under-representation of female characters in 200 popular children’s picture books: a twenty-first century update. Sex Roles, v. 55, p. 757–767, 2006. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11199-006-9128-6 Acesso em: 25 out. 2025

KORTENHAUS, C. M.; DEMAREST, J. Estereótipos de papéis de gênero na literatura infantil: uma atualização. Sex Roles, v. 28, p. 219–232, 1993. Disponível em: https://doi.org/10.1007/BF00299282 Acesso em: 25 out. 2025

McCABE, J.; FAIRCHILD, E.; GRAUERHOLZ, L.; PESCOSOLIDO, B. A.; TOPE, D. Gender in twentieth-century children's books: patterns of disparity in titles and central characters. Gender & Society, v. 25, n. 2, p. 197–226, 2011. Disponível em: https://philpapers.org/rec/TOPGIT Acesso em: 25 out. 2025

MILLER, D. I.; NOLLA, K. M.; EAGLY, A. H.; UTTAL, D. H. The development of children’s gender-science stereotypes: a meta-analysis of 5 decades of U.S. Draw-A-Scientist studies. Child Development, v. 89, n. 6, p. 1943-1955, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1111/cdev.13039 Acesso em: 25 out. 2025

MARTIN, C. L., WOOD, C. H. Y LITTLE, J. K. The development of gender stereotype Components. Child Development, v. 61, n. 6, 1990, Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/2083503/ Acesso em: 25 out. 2025

MURGIA, E. et al. ChatGPT in the classroom: a preliminary exploration on the feasibility of adapting ChatGPT to support children's information discovery. In: Adjuntos da 31ª Conferência da ACM sobre Modelagem, Adaptação e Personalização de Usuários, 2023, p. 22–27. Disponível em: https://irlab.science.uva.nl/wp-content/papercite-data/pdf/murgia2023chatgpt.pdf Acesso em: 25 out. 2025

NICOCELI, A. Youtubers ensinam como lucrar com uso de inteligência artificial para criar vídeos e livros infantis em minutos. G1, 16 abr. 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2024/04/16/youtubers-ensinam-como-lucrar-com-uso-de-inteligencia-artificial-para-criar-videos-e-livros-infantis-em-minutos.ghtml Acesso em: 25 out. 2025

PEREIRA, M. E. Psicologia social dos estereótipos. São Paulo: E.P.U., 2002.

SEITZ, M.; LENHART, J.; RÜBSAM, N. The effects of gendered information in stories on preschool children's development of gender stereotypes. British Journal of Developmental Psychology, v. 38, n. 3, p. 363–390, 2020. Disponível em: https://irlab.science.uva.nl/wp-content/papercite-data/pdf/murgia2023chatgpt.pdf Acesso em: 25 out. 2025

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2013.

STEYER, I. Gender representations in children’s media and their influence. Campus-Wide Information Systems, v. 31, p. 171–180, 2014 Disponível em: https://eric.ed.gov/?id=EJ1121704 Acesso em: 25 out. 2025

UNESCO. Generative AI: UNESCO study reveals alarming evidence of regressive gender stereotypes. Press Release, 5 jul. 2024. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000388971 Acesso em: 14 out. 2025

WEI, Y. A influência dos estereótipos de gênero na literatura infantil sobre as aspirações de carreira. Journal of Education, Humanities and Social Sciences, v. 45, p. 461–466, 2024. Disponível em: https://www.semanticscholar.org/paper/The-Influence-of-Gender-Stereotypes-in-Children%27s-Wei/e0997731800b7655d0edc081cb9af7a3932d3853 Acesso em: 14 out. 2025

ZAMBON, S. A. Reflexões sobre a construção estereotipada de heróis e heroínas das histórias infantis. 2009. Monografia (Especialização em Educação Infantil e a Escola de Nove Pesquisas e Gestão do Cotidiano Escolar) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos.

ZHOU, H.; INKPEN, D.; KANTARCI, B. Evaluating and mitigating gender bias in generative large language models. International Journal of Computers Communications & Control, v. 19, n. 6, art. 6853, dez. 2024. Disponível em: https://fsja.univagora.ro/jour/index.php/ijccc/article/view/6853 Acesso em: 02 out. 2025

Publicado

2026-03-03

Cómo citar

Goldschmidt, A. I. G., & Azevedo, F. J. F. (2026). Narrativas infantiles e inteligencia artificial generativa: desafíos éticos y pedagógicos en la representación de género . Devir Educação, 10(1), e-1140. https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1140