Sócrates versus Eichmann: o bom pensamento como parâmetro da educação em Hannah Arendt
DOI:
https://doi.org/10.30905/rde.v10i1.1114Palavras-chave:
Filosofia política da educação, Ontologia da singularidade, Ontologia da pluralidadeResumo
Investiga-se a noção de bom pensamento como parâmetro da educação em Hannah Arendt (1906-1975) a partir do pressuposto de que a escola é um espaço preparatório [ontologia da singularidade] para a plena liberdade de ação no mundo [ontologia da pluralidade]. Apresenta-se uma argumentação em torno do conceito de bom pensamento a partir da polarização arendtiana entre o pensador grego Sócrates – modelo do bom pensamento – e seu antagonista, o oficial nazista Adolf Eichmann – modelo do vazio de pensamento. Analisamos os modelos e suas formas de pensar para entender melhor o que é para Arendt a função da escola no mundo atual que é a preparação para a ação livre no espaço público do mundo comum com responsabilidade. Aplica-se a metodologia de estudo das fontes primárias da autora e de seus comentadores. O resultado esperado é um panorama ampliado da função da educação para Hannah Arendt a partir da ideia geral de modelo de ação válida e inválida, baseada no bom pensamento ou no seu oposto, o vazio de pensamento.
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