A EDUCAÇÃO NA IDADE MÍDIA

REFLEXÕES SOBRE A ESCOLA SEM PARTIDO

  • Roselaine Ripa UDESC
Palavras-chave: Educação, Formação Docente, Escola Sem Partido, Semiformação.

Resumo

Esse trabalho tem o objetivo de apresentar alguns apontamentos, a partir dos pressupostos da Teoria Crítica da Sociedade, para discutir um dos movimentos que tem envolvido a educação brasileira nos últimos anos: o Escola Sem Partido. Visto inicialmente por muitos especialistas da educação como um movimento que não teria grandes repercussões, tornou-se atualmente uma temática urgente de discussão nos cursos de formação inicial e continuada de professores, bem como nos sistemas de ensino, ao verificar o número de adeptos aos projetos de lei protocolados em todo o país. Sendo assim, ao recuperar a concepção de educação em Adorno, pretende-se destacar alguns estudos que estão sendo realizados sobre a temática e denunciar como este movimento tem afetado a educação brasileira, trazendo mandamentos e deveres de forma imperativa aos docentes, determinando ações que efetivam uma educação “sem sentido”, opressora, que visa a manutenção da mercantilização dos processos formativos, a redução da formação à aquisição de habilidades e competências, a seleção de conteúdos para atender diretrizes de alguns grupos e a eliminação do pluralismo de ideais.

Biografia do Autor

Roselaine Ripa, UDESC

Doutorado em Educação (2010), na área de Fundamentos da Educação, pela UFSCar. É especialista em Planejamento, Implementação e Gestão em EaD (2012), pela UFF. É professora adjunta na Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, no Centro de Educação a Distância (CEAD), em Florianópolis -SC. Em maio de 2016 assumiu a Direção de Ensino de Graduação do CEAD. É líder do Grupo de Pesquisa "Nexos: Teoria Crítica e Pesquisa Interdisciplinar - Sul" (CNPQ/UDESC), atuando nos seguintes temas: educação a distância e trabalho docente, mídia e educação e tecnologias e indústria cultural.

Referências

ADORNO, Theodor W. Educação – Para quê?. In: ADORNO, Theodor W. Educação e Emancipação. 3 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003.

CORREIA, Marlene de Castro. Como Drummond constrói "Nosso tempo". Alea, Rio de Janeiro, v. 11, n. 1, p. 73-86, jun. 2009. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S1517-106X2009000100007>. Acesso em: 29 Set. 2018.

FRIGOTTO, Gaudêncio. A gênese das teses do Escola sem Partido: esfinge e ovo da serpente que ameaçam a sociedade e a educação. In: Escola “sem” partido: Esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira. Rio de Janeiro: LPP/UERJ, 2017.

OBSERVATÓRIO DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Todos pela educação. São Paulo, 2018. Disponível em: <http://www.observatoriodopne.org.br/uploads/reference/file/673/documento-referencia.pdf>. Acesso em: 29 Out. 2018.

RODRIGUES, Henrique Estrada. “Escola sem partido”: a escola de nosso tempo? In: MATTOS, Hebe; BESSONE, Tânia; MAMIGONIAN, Beatriz G. (Org.). Historiadores pela democracia: o golpe de 2016 e a força do passado. ed. São Paulo: Alameda, 2016.

SOBREIRA, Henrique Garcia. Indústria Cultural, semiformação e educação do educador. In: PUCCI, Bruno, RAMOS-DE-OLIVEIRA, Newton e ZUIN, Antônio Álvaro Soares (Org.). Ensaios Frankfurtianos. São Paulo: Cortez, 2004.

ZUIN, Vânia Gomes; ZUIN, Antônio Álvaro Soares. A Formação no Tempo e no Espaço da Internet das Coisas. Educação e Sociedade, Campinas, v. 37, n. 136, p. 757-773, set. 2016. Disponível em: . Acesso em: 29 Out. 2018.

Publicado
2019-05-20