Organização das rotinas na educação infantil: contribuições da teoria histórico-cultural para a formação de professores

  • Ana Cláudia Bonachini Mendes Centro Universitário Toledo
Palavras-chave: Educação Infantil; Teoria Histórico-Cultural; Formação de professores.

Resumo

Este artigo apresenta como tema contribuições da Teoria Histórico-Cultural para fundamentação de práticas pedagógicas que promovam o desenvolvimento humano na infância. Partimos da premissa de que as práticas intencionalmente organizadas têm potencial para conduzir os processos internos de desenvolvimento das crianças. Tomamos como objeto de estudo a organização do tempo na Educação Infantil com potencial para orientar as ações docentes e experiências vividas pelas crianças na escola da infância e partir disso, elencamos como objetivo geral: discutir o envolvimento e a participação delas na organização das rotinas que estruturam os tempos na escola. A investigação aqui apresentada é motivada pela seguinte questão: de que maneira a rotina pode ser organizada a fim de promover o desenvolvimento da autonomia, inteligência e personalidade das crianças que frequentam as escolas de Educação Infantil? Na metodologia da pesquisa, foi elaborado um levantamento bibliográfico em bases de dados digitais recomendados pela CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, para compreensão e aprofundamento teórico do tema. No que se refere às questões teórico-práticas, destacamos a importância da formação continuada para a apropriação teórica do professor e como os estudos compartilhados nos momentos de formação são incorporados aos relatos e práticas das professoras participantes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Cláudia Bonachini Mendes, Centro Universitário Toledo

Mestre em Educação e Doutoranda do PPGE Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP – Campus de Marília-SP. Professor Adjunto II no UNITOLEDO, Araçatuba-SP. Diretora de escola Municipal de Educação Infantil, Araçatuba-SP

Referências

BARBOSA, Maria Carmen Silveira. Por amor e por força: rotinas na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2006.
BATISTA Rosa. A rotina no dia-a-dia da creche: entre o proposto e o vivido. Florianópolis, SC, 1998. 183p. Dissertação (Mestrado em Educação) Universidade Federal de Santa Catarina, 1998.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Resolução CNE/CEB n.5, de 17 de dezembro de 2009. Brasília: MEC, CNE/CEB, 2009.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular, BNCC. Brasília, DF: MEC, 2017.
FRAGO, Antonio Viñao. Historia de la educación y historia cultural: possibilidades, problemas, cuestiones. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, edição nº306, (p. 63-82), 1995. Disponível em: http://educacao.uniso.br/pseletivo/docs/FRAGO.pdf Acesso em 07/02/2020.
GOMES, Marineide de Oliveira. Formação de professores na Educação Infantil. 2ªed. São Paulo: Cortez, 2013.
JESUS, Degiane Amorim Dermiro de e GERMANO, Jéssica. A Importância do planejamento e da rotina na educação infantil. In: Anais da II Jornada de Didática e I Seminário de Pesquisa. Docência na Educação Superior: Caminhos para uma práxis transformadora. CEMAD. ISBN. 978.85.7846.211-6
MARTINS, Lígia Márcia. O desenvolvimento do psiquismo e a educação escolar: contribuições à luz da teoria histórico-cultural e da pedagogia histórico-crítica. Campinas, SP. Autores associados, 2013.
MELLO, Suely Amaral. Linguagem, Consciência e alienação: o óbvio como obstáculo ao desenvolvimento da consciência crítica. Marília: Unesp-Publicações, 2000.
______. As práticas educativas e as conquistas de desenvolvimento das crianças pequenas. In: RODRIGUES, Elaine; ROSIN, Sheila Maria. Infância e práticas educativas. Maringá: Eduem, 2007. (p. 11- 22).
_______. A especificidade do aprender na pequena infância e o papel do/a professor/a. In: MAGALHÃES Cassiana e EIDT, Nádia. (Org.). In: Apropriações teóricas e suas implicações na Educação Infantil. 1ªed. Curitiba: CRV, 2019. (p. 93-108)
_______. & FARIAS, Maria Auxiliadora. A escola como lugar da cultura mais elaborada. Revista Educação, Santa Maria, v. 35, n. 1, (p. 53-68), jan./abr. 2010. Disponível em: http://www.ufsm.br/revistaeducacao. Acesso em 13/03/2020.
_______. GIROTTO, Cynthia Graziela Simões; SILVA, Geice Ferreira da; MELLO, Suely Amaral. Planejamento a ação docente: Para o máximo desenvolvimento na infância. In.: COSTA, Sinara Almeida & MELLO, Suely Amaral (org). Teoria histórico-Cultural na educação Infantil: conversando com professoras e professores. 1. ed. Curitiba: CRV, 2017. (p. 219-230)
NIGITO, Gabriela. Tempos institucionais, tempo de crescimento: a gestão do cotidiano dos pequenos, dos médios e dos grandes na creche. In: BONDIOLI, Anna. (Org.). O tempo no cotidiano infantil: perspectivas de pesquisa e estudo de caso. Trad. Fernanda L. Ortale e Ilse Paschoal Moreira. São Paulo: Cortez, 2004. (p. 43-95).
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. A gestão pedagógica das instituições de educação infantil. In: GUIMARÃES, Célia Maria.; RIBEIRO, Arilda Inês Miranda (Orgs.). Gestão Educacional: questão contemporâneas. Araraquara, SP: Junqueira & Marin; Presidente Prudente, SP: FUNDACTE, 2008. (p. 121-146)
PACHECO, Alessandra Brandolim; PASSOS, Paula Lannes Pereira; CASTRO, Liana; RICCI, Aline; OLIVEIRA, Andrea de; CARDOSO, Alah; MARTINS, Aline. A pesquisa como espaço de formação. In: KRAMER, Sônia; NUNES, Maria Fernandes; CARVALHO, Maria Cristina (orgs.) Educação Infantil: formação e responsabilidade. 1ª ed. Campinas, SP. Papirus, 2013. (p. 297-307)
PIETRO, Mariana Natal. A organização do tempo em escolas de educação infantil: contribuições para o processo de humanização na infância. 2016. p. 157. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual Paulista/UNESP, Marília, 2016.
PIRES, Adriane Regina Scaranti e MORENO, Gilmara Lupion. Rotina e escola infantil: organizando o cotidiano de crianças de 0 a 5 anos. Disponível em: http://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/15902_9267.pdf. Acesso em: 09/05/2020.
RIBEIRO, Aline Escobar Magalhães. As relações na escola da infância sob o olhar do enfoque histórico cultural. 2009. 181p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Estadual Paulista/UNESP, Marília, 2009.
ROMANOWSKI, Joana Paulin e ENS, Romilda Teodora. As pesquisas denominadas do tipo "estado da arte" em educação. Diálogo Educacional, Curitiba, v. 6, n.19, p.37-50, set./dez. 2006.
SILVA, Greice Ferreira da Silva. A participação das crianças na organização da rotina. In.: COSTA, Sinara Almeida & MELLO, Suely Amaral (org). Teoria Histórico-Cultural na Educação Infantil: conversando com professoras e professores. 1ª. ed. Curitiba: CRV, 2017. (p. 141-152).
TEIXEIRA, Sônia Regina e BARCA, Ana Paula de Araujo. Teoria Histórico-Cultural e Educação Infantil: concepções para orientar o pensar e o agir docentes. In.: COSTA, Sinara Almeida & MELLO, Suely Amaral (org). Teoria histórico-Cultural na educação Infantil: conversando com professoras e professores. 1. ed. Curitiba: CRV, 2017. (p. 219-230)
VIEIRA, Analucia de Morais. Produções de espaço – tempo no cotidiano escolar: um estudo de marcas e territórios na Educação Infantil. 2000. 155p. Dissertação (Mestrado em Educação) Universidade de Campinas/UNICAMP, Campinas, 2000.
VYGOTSKI, Lev Semenovich. Las crisis de los siete años. In: Obras Escogidas IV: problemas de la Psicologia Infantil. Madrid: Visor, 1996. (p.377-386).
_______. Génesis de las funciones psíquicas superiores. In: Obras Escogidas III: Historia del desarrollo de las funciones psíquicas superiores. Madrid: Visor, 2000. (p.139-168).
_______. A psicologia e o professor. In: Psicologia Pedagógica. Porto Alegre, RS: Artmed, 2003. (p. 295-306).
_______. Quarta aula: a questão do meio na pedologia. In: Sete Aulas de L.S. Vigotski: sobre os fundamentos da Pedologia. Tradução e Organização de Zoia Prestes e Elizabeth Tunes. 1.ed.Rio de Janeiro: EPapers, 2018.
Publicado
2021-11-27
Como Citar
Bonachini Mendes, A. C. (2021). Organização das rotinas na educação infantil: contribuições da teoria histórico-cultural para a formação de professores. Devir Educação, 5(2), 67-85. https://doi.org/10.30905/rde.v5i2.346