O trabalho pedagógico com imagens na contramão do choque imagético

  • Camila Sandim de Castro Universidade Federal de São Carlos
  • Antônio Álvaro Soares Zuin Universidade Federal de São Carlos (Campus São Carlos)

Resumo

A produção e a disseminação das imagens audiovisuais pela indústria cultural tem se fortalecido enormemente em tempos de cultura digital. De fato, as imagens fixas e em movimento adquiriram tamanho poderio e onipotência que a interpretação crítica da palavra impressa, historicamente sedimentada, já não é mais suficiente para se relacionar efetivamente com os produtos culturais e com a construção do conhecimento. Assim, além da leitura reflexiva da palavra, a interpretação crítica da forma com que as imagens são produzidas e do conteúdo que expressam tem se tornado indispensável para o processo educativo e para a compreensão e elaboração de novos conceitos por parte de professores e alunos. Diante desse contexto, o objetivo deste artigo é refletir sobre a produção e o consumo imagético na contemporaneidade tendo como escopo discutir a utilização das imagens fixas e em movimento como possibilidade de trabalho pedagógico em sala de aula.

 

Palavras-chave: Indústria Cultural; Choque imagético; Prática docente.

 

Biografia do Autor

Camila Sandim de Castro, Universidade Federal de São Carlos

Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São
Carlos (UFSCar). Professora da Rede Municipal de Ensino de Barroso/MG.

Antônio Álvaro Soares Zuin, Universidade Federal de São Carlos (Campus São Carlos)

Professor Titular do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSCar. Doutorado em Educação (Universidade Estadual de Campinas). Pós-Doutorados em Filosofia da Educação (Universität Leipzig) e Psicologia da Educação (University of York). Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas "Teoria Crítica e Educação". Bolsista Produtividade em Pesquisa CNPq.

Publicado
2018-11-28
Seção
Artigos de pesquisa